O
pesquisador Miguel Caetano postou comentários sobre o crescimento
do consumo dos singles digitais em seu blog Remixtures.
Ele
questiona o modelo anterior de venda de um conjunto de canções
no formato álbum, argumentando que muitas vezes o que se vendia
como álbum era apenas uma reunião de cerca de 12 canções
sem ligação entre si.
De
fato, como aponta Caetano, muito da música midiática vendida
em formato álbum não passava de uma reunião de
canções, sem um conceito que promova a ligação
entre elas.
"Quando
a Apple abriu a sua loja de música online esse esquema de dinheiro
fácil veio automaticamente por água abaixo: as pessoas
passaram a comprar apenas a “carne” (as duas ou três
músicas que realmente se aproveitam) para deixar de lado os “ossos”
(as restantes oito a dez músicas que constam do disco apenas
para encher o pacote e induzir as pessoas a pagar mais)", escreve
Miguel Caetano.
Ele
cita casos de editoras como a Warner Music Group e da banda AC/DC, que
barram a venda de canções unitárias sob seus direitos
para não esvaziar o interesse no formato álbum. Quem se
interessa pelo o impacto comercial desta nova mudança deve ler
o post.